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Acidente com ex-BBB escancara a importância de usar o cinto de segurança no banco traseiro

Ex-participante do reality, Rodrigo Mussi foi jogado para o banco do passageiro dianteiro após veículo em que estava bater em um caminhão.

Por Feneauto
06/04/2022 às 15h54 — Atualizado em 06/04/2022 às 16h00

Acidente com ex-BBB escancara a importância de usar o cinto de segurança no banco traseiro
Fonte: Getty Images

O acidente envolvendo o ex-participante do programa Big Brother Brasil Rodrigo Mussi na madrugada de quinta-feira (31), em São Paulo, colocou novamente em destaque a importância da utilização do cinto de segurança também no banco traseiro. Mussi foi jogado violentamente contra o banco do passageiro dianteiro após o motorista de aplicativo supostamente dormir ao volante e o carro em que estava colidir com a traseira de um caminhão.

De acordo com um levantamento da National Highway Traffic Safety Administration (NHTSA), entidade responsável por questões de segurança do trânsito nos Estados Unidos, o simples fato de usar o cinto no banco de trás reduz em até 43% os riscos de morte. “É inquestionável o poder dele (cinto de segurança) de reduzir mortes e ferimentos”, corrobora Flavio Adura, diretor científico da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet).

Adura explica que o cinto para os ocupantes do banco de trás é essencial também para preservar a integridade física das pessoas que estão nos assentos da frente. Segundo ele, após uma batida forte, o passageiro que está solto no veículo será arremessado sobre o motorista, aumentando em até cinco vezes as chances de o condutor morrer, mesmo ele estando com o cinto afivelado.

“Se um adulto com 60 kg estiver no banco traseiro sem o cinto preso ao corpo e o carro bater a uma velocidade de 80 km/h, ele será jogado para frente com o peso equivalente ao de um hipopótamo (1,3 tonelada)”, exemplifica o especialista, deixando claro que este cenário muda dependendo do peso da pessoa e também da velocidade no momento da colisão.

Além de ferimentos na face e nos membros (braços e pernas), traumatismos na coluna cervical e no crânio são contusões comuns em pessoas que não utilizam o cinto, pois também podem ser arremessadas em direção ao teto do carro. “O pior cenário, no entanto, é quando o passageiro é ejetado do veículo”, alerta o diretor da Abramet.

Por que as pessoas não usam cinto no banco de trás?

Os motivos que levam as pessoas a não utilizarem o cinto no banco traseiro são variados e descabidos. Elas, de acordo com Adura, acreditam que estão mais protegidas por estarem longe do vidro dianteiro e por considerarem, erroneamente, que o encosto do assento dianteiro irá impedi-lo de ser jogado para fora do veículo em caso de uma colisão forte.

“Muitos também abrem mão de usar o cinto pelo fato de o deslocamento ser curto ou se sentirem desconfortáveis. Outros simplesmente esquecem ou não acreditam que o cinto de dois pontos (subabdominal e mais comum em carros antigos) seja eficiente”, revela.

A lei…

De acordo com o Artigo 167 do Código Brasileiro de Trânsito (CBT), todas as pessoas dentro de um veículo devem estar com os cintos de segurança afivelados. Caso um dos ocupantes não esteja, o motorista será multado e obrigado a pagar R$ 195,23. A infração é considerada grave e rende cinco pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

Curiosidade

Você sabia que a posição central do banco traseiro é a mais segura? De acordo com Adura, quem viaja no assento do meio em um carro que tem cinto de três pontos aumenta sua segurança em 24%, pois está mais protegido de colisões laterais.

Fonte: Auto Esporte

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