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Interesse dos jovens em ter carteira de motorista cai 10,5% em seis anos, diz Detran-SP

Número de pessoas habilitadas na faixa etária entre 18 e 30 anos caiu de 4.872 milhões, em junho de 2015, para 4.356 milhões no mesmo mês deste ano. De acordo com especialistas, fatores culturais, econômicos e sociais explicam a queda.

Por Feneauto
15/08/2021 às 14h14 — Atualizado em 30/08/2021 às 18h21

Interesse dos jovens em ter carteira de motorista cai 10,5% em seis anos, diz Detran-SP
CNH — Foto: G1

Um levantamento do Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran-SP) apontou que houve uma redução de 10,5% de pessoas com carteira de motorista na faixa etária entre 18 e 30 anos em junho de 2021 em relação ao mesmo período de 2015.

4.872 milhões de pessoas tinham a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) em junho de 2015, contra 4.356 milhões no mesmo período deste ano no estado de São Paulo.

De acordo com especialistas, fatores culturais, econômicos e sociais explicam o declínio do interesse dos jovens pela habilitação. A opção desses jovens são carros de aplicativos, transporte coletivo, ou mesmo veículos como a bicicleta.

Para Neto Mascellani, diretor-presidente do Detran-SP, essa tendência entre os jovens é mundial.

“Fatores culturais e econômicos influenciam o perfil dos motoristas com o passar dos anos. Hoje temos uma geração que se preocupa mais com a questão ambiental e a facilidade oferecida pelos aplicativos de transporte. Os jovens hoje têm outras expectativas. Essa discussão sobre mudanças dos modais é mundial”, ressalta em nota.

Para Márcia Menezes, diretora-executiva da Federação Nacional das Cooperativas de Trabalho dos Médicos e Psicólogos Peritos de Trânsito (Fenactran), o preço do carro e os custos para sua manutenção também são motivos para a queda de interesse dos jovens por tirar a CNH.

“Muitos optam por aplicativos de uso temporário. Mudou também a representação social sobre veículos, vistos como essenciais pelos mais velhos, acostumados a enxergar no carro um símbolo de independência, conquistas e poder”, explica em nota.

Fonte: G1

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